Victor Tavares
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Jornal Taquigráf.

A DIDÁTICA APLICADA AO ENSINO DA


Didática é o setor da Pedagogia que tem por objeto o estudo dos métodos de ensino; é a arte ou a técnica de ensinar, de transmitir conhecimentos. A didática ocupa-se das estratégias do ensino e das estratégias da aprendizagem.

É tão importante a didática na transmissão de um conhecimento, que quando um aluno não consegue aprender, costuma-se exclamar:

"Didática, professor! Didática!"

No que se refere ao ensino e aprendizagem da taquigrafia, são necessários três requisitos básicos:

          — um bom professor - um bom curso (presencial ou à distância)
          — um bom material didático
          — um bom aluno (presencial, à distância ou autodidata)

Vamos analisar um por um desses requisitos:

Um bom professor - um bom curso (presencial ou à distância)
- O professor é o "facilitador da aprendizagem". Cumpre a ele descobrir a melhor maneira de apresentar aos alunos os sinais taquigráficos, procurar comparações com a grafia comum que facilitem a assimilação (processo mnemotécnico), elaborar exercícios estimulantes, interessantes, lúdicos, diversificados, que melhor auxiliem a fixar na memória os sinais.
Sempre me chamou atenção a reação positiva dos alunos diante de alguns exercícios lúdicos e atraentes que elaborei. O exercício de correlacionar, por exemplo. Logo nas primeiras lições, há exercícios de correlacionar, em que o aluno terá que correlacionar frases taquigrafadas da coluna à esquerda com frases em português da coluna à direita. Além de ser um exercício divertido que desperta a curiosidade, já vai dando ao aluno o sentimento de que ele é capaz, pois está conseguindo correlacionar. É importante o aluno sentir que está conquistando "pequenas vitórias".
Um bom professor de taquigrafia é criativo, está sempre criando novas formas de ensinar a mesma coisa. Está sempre à disposição do aluno para responder a qualquer dúvida. Nunca dirá "isso eu já ensinei", porque sabe que é através da repetição que se consegue uma assimilação sólida, profunda.
Um bom professor de taquigrafia usa o movimento, o humor sempre que pode, o simbolismo (substitui alguma coisa mais complicada por uma mais simples, mais fácil, para estimular a memorização), a cor (pilots coloridos para diferenciar terminações taquigráficas), e o exagero. Sim, o exagero é didático! Exagerar o tamanho, a forma, o movimento, a cor, e até o som para estimular o cérebro do aluno a fixar os sinais, as ligações.
Um bom professor de taquigrafia é maleável, sempre disposto a mudar de estratégia, caso sinta que determinado exercício não está surtindo o efeito desejado com determinado aluno, ou que para este aluno representa um exercício difícil. Ele sabe que pessoas diferentes aprendem de maneira diferente.
Para um bom professor de taquigrafia não basta só expor, só explicar, só demonstrar. É preciso também inspirar, motivar, criar entusiasmo no aluno.
"Muito aprendi com os meus professores, mas mais aprendi com os meus alunos." Frase lapidar, de um pedagogo da Antiguidade, que costumo usar como norma.

Um bom material didático
- Um bom material didático é requisito essencial - quiçá o mais importante - na aprendizagem da taquigrafia. Quer em livro, quer em apostilas, a matéria deve ser apresentada ao aluno de modo bem suave, passo-a-passo. Conheci um professor que já na primeira aula apresentava ao aluno todos os sinais básicos do método. Imaginem! Seria como se numa alfabetização da grafia comum, um professor, na primeira aula, mostrasse para os alunos todo o alfabeto, de "a" a "z". E para mostrar "erudição" (do tipo "veja a minha competência, veja como eu sou o tal"..., ou pensando que através de um desenho ia "tornar mais fácil" a aprendizagem daquela enxurrada de sinais dada de uma só vez) o tal professor de taquigrafia fazia questão de emendar do primeiro sinal até o último, para formar um desenho, e dizia para o aluno: "pronto, aqui neste desenho você tem todos os sinais taquigráficos!".
O ideal é que o aluno vá aprendendo poucos sinais em cada lição. Costumo ensinar apenas dois sinais novos em cada aula semanal. Dou ao aluno exercícios variados para ele usar e assimilar aqueles dois sinais durante a semana. Dependendo da capacidade do aluno, dou até duas lições por aula e em casos excepcionais, até três. Mas passo muitos exercícios para o aluno ir retendo na memória os sinais aprendidos. Estou sempre inovando, sempre buscando novas formas de exercícios. Exercícios para taquigrafar palavras, taquigrafar frases, exercícios para traduzir, exercícios para correlacionar frases taquigrafadas e traduzidas, exercícios para completar... Quanto mais variadas forem as formas de exercícios, melhor. Um determinado tipo de exercício vai reforçando o que não ficou solidificado nos exercícios anteriores. Este aluno assimila melhor com este tipo de exercício, aquele aluno, com outro. Por esta razão é ótimo cada aluno dispor de uma variedade de exercícios. O bom material didático, no que se refere às explicações, é aquele em que o aluno lê a explicação e entende. As explicações têm que ser bem claras, claras como o sol. E para isso é bom o professor ficar sempre atento às reações dos alunos diante das explicações contidas em cada lição. Basta um aluno ter alguma dúvida, não ter entendido bem aquela explicação, para o professor já começar a pesquisar uma nova forma de explicar aquele ponto específico. Uma pergunta que sempre me faço quando elaboro uma explicação ou um exercício é a seguinte: "se eu estivesse no lugar do aluno, eu iria compreender isso?" Resumindo: a melhor explicação (e, como conseqüência, o melhor material didático) é aquela que o aluno compreende logo na primeira leitura!

Um bom aluno (presencial, à distância ou autodidata)
- Além de um bom professor, de um bom curso e de um bom material didático, é preciso também um bom aluno. Quais as características principais de um bom aluno? A primeira é a vontade de aprender. Depois, a regularidade da freqüência às aulas, ou ao estudo (no caso do autodidata). Um estudo sistemático e regular. A constância, a perseverança, a dedicação, a continuação, a aplicação, a disciplina, o estudo diário. O bom aluno é atencioso em cada lição que estuda, é cuidadoso em cada exercício que faz. É um perfeccionista. Há dentro dele um grande entusiasmo no ato de aprender. Cada dificuldade que encontra no aprendizado representa para ele um desafio a ser superado.

ADRIANA - ALUNA EXEMPLAR
Adriana: que exemplo de aluna!

22/8/2005 - Hoje a Adriana está começando o treinamento de velocidade taquigráfica. Em três meses e meio aprendeu integralmente o método. Desde a primeira aula foi aluna aplicada, dedicada, assídua às aulas. Procurou fazer todos os exercícios com o maior desvelo. Por própria iniciativa, sempre fez mais exercícios do que os solicitados pelo professor. Na última aula, por exemplo, trouxe várias letras de música taquigrafadas. Gosta da taquigrafia, aplica-se de corpo e alma no seu estudo. É um exemplo a ser seguido.

***

 


Sempre anoto as sugestões dos meus alunos, sempre ouço com toda a atenção as observações e críticas que fazem sobre determinado ponto do livro que não tenha ficado muito claro. Anoto as sugestões, examino-as posteriormente com desvelo e quase sempre as aproveito. Desta forma estou em permanente estado de aperfeiçoamento no que tange à Didática.
Graças às sugestões oferecidas pelos alunos, foi-me possível elaborar uma nova edição do livro "Taquigrafia —Escrita Rápida - Método Maron", uma edição bem mais completa, riquíssima em novos exercícios, em novas explicações, em novos sinais terminais e em novos taquigramas.
Conheça um pouco a minha didática!

Prof. Waldir Cury

 

A TÉCNICA DO ENSINO DE TAQUIGRAFIA
Por: Prof. Frederico Burgos

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POSIÇÃO PARA ESTENOGRAFAR
(Extraído do livro "Teoria e Didática da Estenografia", de Pedro da Silva Luz e Wanda Canes Avalli.)


Pedro da Silva Luz (de branco)

A posição correta para estenografar é de relevante importân-
cia, pois facilita a escrita, garante um bom traçado, economiza energias e permite um automatismo mais perfeito.
Devemos, desde o início, acostumarmo-nos a uma posição cor-
reta e cômoda que nos acompanhará através do aprendizado desta técnica à prática do apanhamento e ao exercício da profissão.
A escrita estenográfica depende, principalmente, da movi-
mentação dos dedos, e o traçado de cada sinal deve resultar apenas da contração ou da distensão dos dedos e, em proporção mínima, do movimento da mão em torno do pulso. Este somente se deslocará para seguir a linha da escrita à medida que os caracteres se sucederem e para passar à linha seguinte.
Posição correta para estenografar sentado:
1. O cotovelo apoiado sobre a mesa;
2. O pulso encostado de leve sobre o papel;
3. O dedo mínimo constituindo um segundo ponto de apoio,
que se desloca da esquerda para a direita, à proporção
que se desenvolve o traçado como se encaminhasse o resto
da mão;
4. A ponta do lápis sobre o papel, mantido na posição comum
da escrita, constituindo o terceiro ponto de apoio. Desse
modo, temos uma espécie de forquilha oscilando, sem pesar
sobre o bloco ou sobre a mesa, fazendo com que o traçado
seja executado levemente. (Fig. l) .
Posição correta para estenografar em pé —O esforço dis-
pendido para estenografar em pé é muito maior e exige uma posição adequada, que assegure um bom traçado e facilidade para virar as folhas do bloco, sem perda de tempo.
O bloco é sustentado pela mão esquerda e encaixado entre o
polegar por um lado e os dedos indicador e médio do outro.
(Fig. 2).
Modo de virar as folhas .— As folhas são viradas pela mão
esquerda, com rapidez. (Fig. 3) . Recomenda-se dobrar, de um
só golpe, os cantos esquerdos inferiores das folhas do bloco, o
que fará com que esses cantos fiquem ligeiramente levantados,
facilitando o seu manejo.


 

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TREINAMENTO DE DITADOS

EM RITMO LENTO

Treinar um (mesmo) ditado em ritmo lento (ditados de baixa velocidade), taquigrafando- o repetidas vezes, traz um resultado imediato no que se refere à segurança taquigráfica e à concentração da mente, condições indispensáveis a quem queira conseguir taquigrafar em altas velocidades.
O treinamento de ditados em ritmo lento deve ser feito procurando-se utilizar todo o espaço disponível para taquigrafar. O taquígrafo procurará não deixar folgas grandes entre um sinal taquigráfico e outro; deve “espremer” o máximo possível.
Ao mesmo tempo, os sinais taquigráficos deverão ser traçados do tamanho mais diminuto possível. Este esforço de uma miniaturização dos sinais (minitaquigrafia) representa o mais eficiente remédio contra a deturpação dos sinais, a tendência ao aumento do tamanho dos sinais quando se taquigrafa em altas velocidades.
Sinais pequenos significam maior velocidade. E isto porque a velocidade, em taquigrafia, tem muito a ver com o espaço e o tempo: quanto menor o sinal taquigráfico, menor o espaço utilizado. E quanto menor o espaço utilizado, menos tempo para grafar. É um jogo matemático!

PORTANTO,

N Ã O !!!                                     S I M !!!

NOTA IMPORTANTE SOBRE A MINIATURIZAÇÃO DOS SINAIS

Se você estiver treinando, por exemplo, ditados de 60 p.p.m., você deverá fazer este treinamento de miniaturização em ditados de 40 p.p.m, 45 p.p.m.. E na medida em que puder taquigrafar em velocidades maiores, este treinamento irá também aumentando. Por exemplo, estando em 90 p.p.m., poderá fazer este treino em ditados de 60 p.p.m, 65 p.p.m.. Em suma, sempre fazer o treinamento de miniaturização em velocidades em que você já exerça um perfeito domínio.

 

 

 

EXERCÍCIO DE CÓPIA E DITADO

A cópia é um método preparatório para o exercício de velocidade. Logo que o aluno se ache em condições de escrever qualquer palavra, deve preocupar-se com a cópia de algum trecho, que em seguida traduzirá.

Em tais exercícios, desinteressar-se-á das letras e, sim, atenderá à fonética: taquigrafará os sons que “estaria” ouvindo. Como, porém, não está ouvindo, deve ler e repetir mentalmente o que leu para então taquigrafar, e isso sem perda de tempo, por mínimo que seja. Muitas frações ínfimas somadas formam boa dose de tempo.

Copiando, o principiante procurará desde logo conceber o sinal de conjunto, representativo de cada palavra; conseguindo esse resultado, executará então o traçado decisivo, sem hesitações. A formação mental da figura de cada palavra é mais difícil e toma tempo maior que o próprio traçado. Procedendo como acabamos de indicar, o aluno
estará trabalhando no sentido de reduzir o mais possível o tempo despendido com essa concepção cerebral de signo, e somente assim adquirirá a velocidade compatível com a sua própria natureza.

Parece-nos de boa prática não copiar palavra por palavra, e, sim, frase por frase de cada período. Lerá o aluno uma frase inteira e em seguida taquigrafará, sempre sem fixar a atenção na grafia do original que tem diante de si; assim procederá até o fim do exercício que escolheu. Repetirá algumas vezes o traçado das palavras que ainda não haja escrito em taquigrafia. A repetição desses casos é de muita utilidade.

O adestramento no traçado influi realmente, mas os ditados desde logo se tornam também indispensáveis, porque obrigam a funcionar cada vez mais depressa o mecanismo cerebral e com ele o sistema muscular da escrita.

É nos ditados sucessivos que se obtém aumento progressivo da velocidade. Esta não pode ser medida pelo número de palavras obtido em cada minuto, sem se considerar que espécie de texto foi ditado. Tampouco pode ser calculada sem a leitura, da qual devem ser deduzidas as palavras perdidas ou não lidas.

(Do livro “Technica Tachygraphica”, de P. Bricio do Valle.)

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Traduzir tudo que taquigrafou é importante no aprendizado!


Certa vez, ouvi de uma candidata a um concurso (que, diga-se de passagem, não era do meu método nem nunca tivera aula comigo) a seguinte frase: "Professor, o senhor não imagina, na prova de taquigrafia do concurso eu peguei tudo, taquigrafei todas as palavras, mas não consegui traduzi nada."
Eu costumo dizer para os meus alunos que a taquigrafia não é um fim, é um meio. Qual é o fim? É a tradução. Por isso é essencial que o aluno desde a primeira aula comece a fazer pequenos exercícios de tradução, traduzindo, por exemplo, uma lista de palavras taquigrafadas. Nas lições seguintes ele já vai traduzindo, além de novas listas de palavras, uma lista de frases taquigrafadas. E na medida em que vai progredindo, a carga de tradução aumenta. Até chegarmos à fase dos ditados. Nesta fase, a regra é: TUDO QUE É TAQUIGRAFADO É TRADUZIDO. Traduzir, traduzir e traduzir. Só desta forma o aluno (futuro taquígrafo) vai ficando proficiente na arte de ler com fluência os sinais taquigráficos. É um hábito que tem de ser adquirido. Aprende-se a taquigrafar, taquigrafando. E aprende-se a traduzir, traduzindo. Há duas palavras que os alunos mais escutam nas minhas aulas: taquigrafe e leia. Tão logo ele acaba de taquigrafar um ditado eu peço que leia. Leia! E lerá o ditado inteiro, quer os de 5 minutos, quer os de 10 minutos.

Prof. Waldir Cury

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A velocidade taquigráfica é conquistada degrau por degrau... Para se manter em forma, o taquígrafo treina velocidade todos os dias!

         VEJA "DIDÁTICA II"!                 

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